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Testes de DNA revelam novas informações sobre os Filisteus, antigos inimigos de Israel.

4 Jul 2019

Conhecidos como parte dos "povos do mar", os Filisteus são bastante mencionados na bíblia, figurando sempre como inimigos de Israel. Também são citados em antigos documentos egípcios onde sabemos que lutaram contra o faraó Ramsés III por volta de 1180 a.C.

 

Por muito tempo acreditou-se que os Filisteus eram uma tribo local ou parte de alguma tribo originada da atual Turquia ou Síria. 

 

Pesquisadores analisaram pela primeira vez os dados genômicos recuperados de pessoas que viveram em Ashkelon durante as idades do Bronze e do Ferro (cerca de 3.600 a 2.800 anos atrás) usando tecnologias de DNA de última geração em amostras de ossos encontrados durante a escavação que começou em 1985 e terminou no ano de 2016.

 

A equipe descobriu que uma proporção substancial de seus ancestrais era descendente de uma população européia. Essa ancestralidade derivada da Europa foi introduzida em Ashkelon por volta da chegada estimada dos filisteus no século XII a.C 

 

Os resultados do estudo foram publicados na revista Science Advances nesta semana. 

 

“Encontramos ossos de crianças e bebês, jovens demais para viajar, ... essas crianças não podiam marchar ou velejar para chegar à terra em torno de Ashkelon, então elas nasceram no local. E o DNA desses ossos revelou que a herança de seus pais não era da população local ... Todo o trabalho de estudos anteriores estava apontando nessa direção e o DNA respondeu isso definitivamente para nós ... O DNA nos deu a oportunidade de deixar essas pessoas falarem por si mesmas." disse Dr. Adam A. Aja, curador assistente de coleções do Museu Semítico de Harvard e um dos arqueólogos do Cemitério Filisteu de Ashkelon ao Jerusalém Post. 

 

Aja disse também que o trabalho adicional ainda precisa ser feito:

“Precisamos de mais amostras genéticas desta região para identificar mais precisamente de onde é essa população”, disse ele. 

Aja explicou ainda que a arqueologia é semelhante a ter um quebra-cabeça com a maioria das peças faltando, e a própria imagem faltando - “e estamos tentando fazer as junções que funcionam. Quando encontramos o cemitério e pudemos obter provas de DNA disso, foi como se alguém nos desse uma foto. 

 

E agora, podemos ver que o quebra-cabeça que estamos montando realmente combina com o que pensamos que seria", disse ele.

 

 

 

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