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Santo e Profano

9 May 2019

A palavra em hebraico para "santo", significa “separado”. Tudo o que é santo é separado, ou seja, retirado do uso comum e cotidiano.

 

Na visão sacerdotal, somente Deus é intrinsecamente santo.

 

Deus pode santificar pessoas, lugares e coisas quando trazidos para um tipo específico de relacionamento com Ele, um relacionamento que é melhor descrito como um relacionamento de propriedade.

 

O que é sagrado é o que está no reino de Deus, aquilo que está fora do reino de Deus é comum.

 

A palavra hebraica para "comum" às vezes é traduzida para o português como "profano", termo que possui uma conotação negativa em português, o que não acontece no hebraico.

 

Profano é o estado natural da maioria dos objetos e coisas que usamos no dia a dia.

 

Para um objeto comum tornar-se sagrado, é necessário um ato especial de dedicação a Deus, um ato de santificação para transferir a coisa para Deus, para o reino de Deus ou para o serviço de Deus.

 

As coisas sagradas são sagradas porque são removidas do reino do comum por meio de regras que as demarcam como diferentes e separadas e determinam que as usamos de maneira diferente.

 

A preservação do status sagrado, portanto, depende dessas regras e a observância dessas regras, protege o objeto sagrado da profanação, revertendo o status sagrado de volta ao status comum. 

 

A santidade aumenta à medida que a proximidade de Deus aumenta.

 

Deste modo, na visão bíblica, a área ou a terra fora do acampamento israelita é apenas terra comum e profana.

 

O acampamento israelita tem um certo grau de santidade. O pátio externo do Tabernáculo tem um grau ligeiramente mais elevado de santidade. É acessível aos israelitas que são puros. O santuário propriamente dito, que está mais próximo de Deus, tem um grau ainda mais elevado de santidade: é acessível apenas aos sacerdotes, que são os santos dentro de Israel.

 

E então o santuário interno é a área mais sagrada, acessível apenas ao Sumo Sacerdote.

 

Temos também a santidade do tempo, os dias comuns ,de trabalho e os dias sagrados, por exemplo, o Ano Novo ou a Páscoa, eles são separados e demarcados do tempo comum por regras especiais que os diferenciam. Mais sagrado que estes dias é o sábado (Shabat), que é demarcado por regras e observâncias um pouco maiores, e o dia mais sagrado de todos é o Yom Kipur (dia do perdão), conhecido como o sábado dos sábados.

 

Este dia é separado de todos os outros dias por regras e observâncias adicionais de acordo com sua profunda santidade. A santidade das pessoas, dos objetos, do tempo e do espaço convergem para o Yom Kippur, porque é só neste dia santíssimo que a pessoa mais santa, o sumo sacerdote, entrava no Santo dos santos.